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15 de março de 2011

O vento na araucária tem sabor de liberdade


           Quantas vezes você olhou para o céu hoje e viu o imenso azul salpicado por nuvens que mais parecem algodões doce? Será que você teve tempo de observar? Muitas vezes, não valorizamos as pequenas belezas que estão ao nosso redor… ou porque não temos tempo para isso ou, simplesmente, por que não as valorizamos?

            Mas tudo muda, quando a possibilidade de ficar longe da natureza ameaça a perda desse conjunto. Lembro-me das noites frias e do entardecer avermelhado que tocava o verde das montanhas. O vento perdido acariciava os meus lábios; ele soprava bem longe, na última araucária…

            Cada um de nós tem uma história. Mais que uma história… Uma trajetória! Tive uma infância pobre… a solidão inquietante de meu pai… a ternura do olhar obstinado de minha mãe… traços que criaram em mim um desejo forte de vencer! Ser médico… mais que um sonho… Um projeto para toda a vida!

            Com a luta pelas eleições diretas nascia o encontro com os ideais transformadores, capazes de me fazer o Prefeito Reeleito desta cidade. Buscar oportunidades para todos, empreender o desenvolvimento com liberdade, inovar com uma gestão dinâmica e austera tornaram-se compromissos éticos que passaram a ser referência regional.

            Enfrentar as ameaças torpes e os ressentidos oligárquicos, tornaram a situação temerária. Entretanto, não estou preparado para desistir de meus ideais, não abrirei mão do caminho que estamos trilhando. Não cederei a nenhum constrangimento ilegal, pois obedeço à minha consciência e ao ideal que me fez prefeito, o de contribuir com minha pátria.

15 de dezembro de 2010

A história de um homem que amava a Liberdade

Homenagem ao nosso eterno companheiro: Frederico Ferrarez.

Os homens livres querem voar…

Quase sempre em direção às estrelas!

 

São como flechas incandescentes

à procura de si mesmos.

Possuem um sorriso… uma alegria

e a imensidão de sentimentos contidos!

 

Assim são os homens livres…

Por vezes, são como folhas a desafiar

o tempo, seduzindo

para sempre nossas memórias.

 

Esses homens livres…

Aventureiros que são; filhos e amigos…

Um dia encontraram o olhar do sol

E Deus os chamou para perto dEle.

17 de novembro de 2010

Tão Bom quanto Manga Rosa

Liberdade ainda que tardia…

    Como é bom saber que as palavras escritas na bandeira de Minas chegaram com toda força nos corações dos homens e mulheres da cidade de Goiana.

   Honraram-nos com sua visita, mostraram-nos que é sempre possível aprender mais.

   Nas poucas horas em que convivemos deixaram construídos em nossos corações a certeza de que o Ouro Branco irá cada vez mais longe.

   Agradeço a Deus por ter nos proporcionado tamanha experiência.

   Em nome de minha gente, agradeço a mediação habilidosa de nosso convívio.

27 de outubro de 2010

Direito à diversidade: Tesouro de todos

            Tudo começou como se fosse a busca de um tesouro, que por séculos, homens e mulheres almejaram e provocaram a conquista de um reino. A história é porta-voz dos que ousaram sonhar e lançaram a luz no olhar, no horizonte, nas palavras mais amigas, em um novo ser que nasce em busca de sua epopeia.

            Buscamos todos os dias não sermos arrebatados pelas forças dos pensamentos totalitários, pois somos luzes de ideias que nos transportam às diversidades de sentido, colhendo o aprendizado necessário para que possamos expressar nossas habilidades. Nossa acessibilidade é a linguagem e nela alcançamos o benefício da lucidez nos instantes de loucura.

            Semanas e semanas se passaram de uma campanha quase sem propostas e os pontos mais essenciais para o nosso futuro foram aos poucos deixados de lado. Esquecidos para sempre ficaram: a discussão sobre os gastos públicos, a reforma tributária e a reforma política. Em vez disso, e muito mais, nos detemos ao dogmatismo religioso.

           Ao mesmo tempo que isso tudo acontece, algumas questões se aprofundam no olhar de nossa gente, que cujos sonhos poucos florescem, mas que são merecedores e apontam na direção daquilo que se transformou em um grave caso de saúde pública.

     Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia, 110 mil mulheres passaram por procedimentos de curetagem no primeiro semestre de 2010. Doze mulheres são internadas no Brasil por hora, em consequência de abortos clandestinos, o que gera um gasto de aproximadamente 12 milhões de reais para os cofres públicos.

           Estima-se que a busca de nossos tesouros seja por todos assistida, que acontecimentos futuros possam trazer novas realizações, independentes ou não.

            Jamais desistiremos das luzes democráticas e dos sonhos de liberdade!  


            Pense nisso!

27 de setembro de 2010

Casuísmo plural


                 Nasceram agora ou todos são apenas herdeiros do imperialismo que, ainda, reside em seu interior?

            O fato é que um episódio execrável, mais uma vez, aconteceu na Receita Federal. O que não é novidade! O atropelo constante do cidadão com a quebra de seu sigilo, infelizmente, já vem acontecendo há algum tempo no Brasil. Isso nos envergonha! O povo espera que tais práticas tenham fim, porque não as consideramos normais e não nos acostumamos com isso. Atitude de mau gosto! Mais preocupante, é o casuísmo eleitoreiro de tal fato, pois tentam usá-lo, unicamente, para atingir o adversário, é como se alguém testasse nossa inteligência.
            Não podemos confundir essa tragédia ineficiente, de um sistema pouco eficaz, com as erupções vulcanizadas que emergem e tentam esconder os fatos, criando nesta altura dos acontecimentos uma censura de imprensa. Além de ser um estrelismo multicolorido, isso nos dá a impressão de que os encastelados pensam em ser feitores.
           Ora, vejam… O povo brasileiro lutou e conquistou sua liberdade! Nossa liberdade não tem preço, não tem nome e não tem, apenas, um rosto. Ela possui uma única proposta de sentir o que queremos, de falar o que sabemos, de sonhar e desejar os horizontes…
          Homens e mulheres lutaram e morreram por essa liberdade! Somos nós remanescentes e herdeiros dessa luta, a rigor, não aceitamos sermos mantidos encurralados, por sombras que navegam no poder, devemos nos unir na defesa da constituição e das instituições democráticas.

23 de setembro de 2010

Bizâncio ainda vive


          Historicamente, as mudanças econômicas, comerciais e políticas traçaram os caminhos de nossa civilização, faço um convite a você: vamos fazer uma viagem rápida no tempo…
            O local é a Europa, a época é a Antiguidade Clássica, o momento político é o Império Romano.
            O Imperador Constantino, pressionado por várias invasões bárbaras, decidiu criar uma nova capital, na cidade de Bizâncio, bem próximo ao mar Mediterrâneo, cidade que passaria a se chamar Constantinopla, em homenagem ao seu criador. Sua posição estratégica ligando o mar Mediterrâneo à Ásia fazia com que ela fosse, indiscutivelmente, a maior rota comercial daqueles tempos.
            Constantinopla era parte de um coração pensante, com arquitetura grega, imensa muralha que resistiu a várias invasões. Uma de suas mais ricas construções merece destaque: a Basílica de Santa Sofia, reconstruída pelo imperador Justiniano, que feliz e empolgado, com sua reconstrução, disse, certa vez: “Salomão, eu te superei”!
            Forma-se então ali, o Império Romano do Oriente, que passava a ser chamado Império Bizantino, que resistiu até 1.453. Sua queda foi frente aos turcos otomanos, alguns historiadores chegaram à conclusão que esta data tão importante deveria marcar o fim da Idade Média.
            Diante da invasão dos turcos, intelectuais, poetas e cientistas migraram para outras regiões como Espanha, França e Inglaterra, dando origem ao movimento cultural chamado Renascimento.
            Portugal e Espanha, rapidamente, puseram a tirar vantagens de sua posição geográfica para oferecer novas opções de rotas comerciais, criando, inclusive, novas possibilidades de alcançar outras terras. Assim, o apogeu dessas nações passava a ser apenas uma questão de tempo. Alexandre, O Grande, disse certa vez: “Lembre-se que da conduta de cada um, depende o destino de todos”!
            De fato, a história tem seus requintes. Hoje, a cidade de Constantinopla se chama Istambul e é a capital da Turquia, não é, nem de longe, o centro comercial pulsante que foi no passado. A Europa com seu mercado comum, coberta por uma flâmula do neocapitalismo, possui a Grécia e Portugal falidos e a Espanha, sua próxima vítima, com 45 milhões de habitantes e uma taxa absurda de 20% de desempregados.
            Nesse novo panorama comercial avesso ao passado surge o que podemos chamar: Globalização Reversa, práticas comerciais que atingem um novo nicho de mercado dos países emergentes como Brasil, Índia e China, que possuem uma economia aberta, sem subsídios, uma cultura inesperada, que desperta curiosidade do mundo. Quem sabe com otimismo, uma Bizâncio contemporânea, que continue viva na arte, na ciência, na poesia e na liberdade de criar…
            Diante da crise de 2009, tais países ressurgiram com mais força, enfrentaram o desafio, investindo em infraestrutura, trazendo mais segurança para investimentos internacionais.
            Entretanto, surge, entre nós, um inesperado despertar… A ousadia de alguns que possam pensar em cercear a liberdade de imprensa, tolhendo a população de tirar suas conclusões diante dos fatos. Tal iniciativa, além de arriscada, poderá comprometer as instituições democráticas, provocando desconfiança dos investidores internacionais.
            Façamos juntos, uma reflexão: É necessária uma luta contínua pela liberdade, para que os princípios bizantinos possam continuar a florescer!

15 de setembro de 2010

O surrealismo atual


O impressionismo, que trouxe ao mundo a descoberta do invisível, não encantou Freud. Os artistas surrealistas eram considerados homens em pânico.
Freud possuía uma visão de futuro, com pensamentos avançados, mas, paradoxalmente, seus conceitos eram reacionários em relação à arte.
 O homem do presente e do futuro, apaixonado pela arte Romana e Alexandrina, se fortaleceu e revelou o peso histórico da antiguidade clássica ao mundo.
Amante da arquitetura clássica e apaixonado por suas estátuas, disse certa vez: “O psicanalista é como um arqueólogo que deve descobrir uma camada após outra, da mente do paciente, antes de alcançar os tesouros mais profundos e valiosos”. Nada mais pode surpreender a história; ela se repete!
A Casa Civil do governo parece um quadro surrealista, que ousa intensamente testar nossa paciência. Os escândalos sucessivos e a blindagem rápida feita pelo governo nos deixam temerosos. É a arte de artistas que conspiram contra nossas melhores intenções. Entretanto, uma esperança ainda reina vinda da arqueologia, arqueólogos, ancestrais, das camadas mais profundas da história, em cujos momentos atraídos pela importância dos diálogos póstumos, estabilizam nossas ideias, mostrando que tudo é normal.
Mas, não é...
Homens e mulheres, náufragos que foram, sempre, em qualquer momento da história, ressurgiram diante do imprevisível, pois, no universo da mente humana repousam os valiosos tesouros: Democracia e Liberdade!     

5 de maio de 2010

O silêncio é a comédia do momento

Existe uma imobilidade arenosa cuja respiração é correta. Espalham-se risos por toda parte, como se fosse uma fumaça de gelo seco, que nos envolve de forma espiral e arrebatadora…
É a história de vários contos, do teatro, da ficção à realidade mais cotidiana. São homens e mulheres de rostos na penumbra.
Não estabelecemos intimidades, nada fazemos, nos olhamos de forma zelosa, nas esquinas, nos becos, nos sonhos…
Oh, Liberdade! Tão amada… que foste por nós criada! Não mais nos assombrai com teu silêncio…
Resgata-nos!
Não mais nos vista de indiferença…
Retrata-nos!
Façamos juntos o preenchimento das lamúrias por ações estimuladoras do desenvolvimento socioeconômico.
Vamos gritar um grito constante municipalista; capaz de seduzir, paradoxalmente, o silêncio federativo…
É necessário conter o despropósito da repartição tributária.
Em números atuais a distribuição dos tributos fica assim: 65% com a União, 22% com os Estados e 13% com todos os municípios brasileiros. Vejo que de repente, o espetáculo é funesto, confesso-te estarrecido, pois só visualizo uma união de forma virtual. E mesmo assim, ela leva mais tributos que todos os outros entes federados juntos. Pense comigo! Isso não é justo! Pois, vivemos em nossos municípios, e é deles que extraímos tudo. Precisamos mudar essa realidade, temos que nos envolver febrilmente. Pense nisso!