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17 de agosto de 2011

Mousse de azeitona III

    Gabriel García Marquez deu ao mundo Cem anos de solidão, e nos fez refletir como exercemos o poder do tempo e o poder dos reinos em nós mesmos;
   A sociedade brasileira aguarda, há dez anos de solidão, a votação da regulamentação da Emenda 29, que estabelece obrigações à União e aos Estados em relação ao financiamento da saúde pública no país.
   É quase inacreditável sabermos que a Emenda foi aprovada em setembro de 2000 e que, até hoje, não foi regulamentada. Enquanto isso, a Constituição Brasileira prevê que os municípios brasileiros devam investir na saúde 15% do orçamento, entretanto, a média dos municípios brasileiros em investimentos na saúde é de 22%.
 
   Saboreie… mousse de azeitona III.
      
 
    Assim são os reinos e homens. Seus discursos e discussões, responsáveis e irresponsáveis. Buscam, de forma abusiva, uma luta constante pelo poder, deixando de lado, bem encolhidos, lá no cantinho, seus princípios. E aí, como se fosse num passe de mágica, são acometidos por características capazes de aniquilar sua memória. A grande memória que fora construída por ideais, por vezes, fruto do esforço coletivo, tornaram-se, em várias situações, uma incrível realidade;
     São, reinos e homens…
     A luta pelo poder é capaz de exilar aqueles que se assemelham, confiscando para sempre, na mais noturna lembrança, o respeito e os propósitos que um dia os mantiveram unidos!
      Reinos e homens cada vez mais reféns da desorientação humana, são cegos à procura do poder, comprometidos pelo tempo, entregues ao julgamento da história. 

      Reinos e homens… quanta solidão!

28 de junho de 2010

Mousse de azeitonas


Depressão ou criatividade? A escolha é sua. Mousse de azeitonas nasceu da seguinte pergunta de um repórter: O prefeito carrega uma cruz? É claro que eu respondi: “Eu só estou prefeito porque amo aquilo que faço, os obstáculos que encontro, sempre nos farão crescer a todos.”

Mousse de azeitonas

    Você sabia que a Organização Mundial de Saúde prevê que a depressão será a doença mais comum em 2030? E, ainda que hoje, nos ambulatórios públicos os psicotrópicos são os mais receitados por especialistas, ou não? 
    Depressão normal ou patológica? Eis a questão! O fato é que se confunde muito a insatisfação no trabalho ou no amor, ou qualquer outra forma de insucesso, com depressão patológica. 
    Sabe de onde tudo isso nasce? Não tenha dúvidas, você não está sonhando! Nasce bem lá, entre montanhas, céu e águas. Tudo passa pela educação. 
    Vivemos uma educação formal. São 200 anos, mas é chegada a hora de percebermos que as pessoas possam achar o seu elemento-chave, tornando-se felizes e prazerosas com aquilo que gostam de fazer. Nas escolas é preciso criar um ambiente propício para que os talentos floresçam. É necessário preparar nossas crianças para errar, pois aqueles que não erram jamais farão algo original. 
    É primordial entender que você deve ser apaixonado por aquilo que faz, todos nós temos talentos naturais e habilidades reais. 
    Propor mais aulas de artes, música e mente inovadora é dar direito à criança de explorar sua criatividade.
    A maioria das pessoas passa a semana esperando o final de semana chegar. Seu trabalho lhes parece um fardo. A diferença de quem busca a criatividade é que além de saber lidar com críticas, tem atitude. Precisamos conectar nossas energias, tornando cada vez mais apaixonados por aquilo que fazemos. As pessoas deverão cada vez mais buscar uma educação pessoal criativa. É preciso executar algo, ninguém é criativo sem a chance de realizar mudanças. 
    Você é o protagonista de sua vida, exerça-o de forma hormonal. Enxergar sua responsabilidade política, seu sentimento solidário, é também decidir por “ser feliz”... 
    O poeta Saramago disse certa vez: “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”
    Fonte: KEN,R.et al. Escola mata criatividade. Revista Isto É, São Paulo, p.8-10, Junho, 2010.