Novembro
verde
Escrevi
para você, que não teme as suas origens, que não nega a força de seus ideais.
Em maio de 2012, fui convidado a
participar da abertura da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro em Belo Horizonte,
onde debatemos sobre as estratégias de
gestão que implementamos durante oito anos de nossa gestão.
Uma aluna, ao final dos trabalhos, me
fez as seguintes perguntas: O gestor público ficará adormecido ao final do mandato? O que
fará você nos próximos anos?
“Respondi
dizendo: as palavras participam de forma orquestrada e gramatical entre si,
e costumamos dizer que há
compatibilidade semântica e funcional entre elas.
Assim, certos substantivos vão em busca de novas relações. Às vezes, tudo pode
parecer difícil, principalmente a escolha da palavra certa, mas há algo que não
nos detém: que é aquilo que, verdadeiramente, sentimos…
Nossas intenções e visões do
mundo nos revelam conceitos, sem os quais não mais podemos viver. Estarei onde
os oprimidos necessitarem de minha voz. Estarei no lugar exato onde a luta pela
liberdade exija a força de minhas palavras; levarei comigo a motivação que
herdei de meus ancestrais e dos homens livres desta pátria.”