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As Minhas 15 Mais

4 de fevereiro de 2013

Ameixas verdes e castanhas


  Escrevi para você que acha impossível o amor.
   
                 
                 Saboreie…
                  

                 Ameixas verdes e castanhas     

      Tu tens o balanço e tens o mar.
     
      Tuas ondas, tuas insinuações,
       são ensaios, são desejos,
       hálitos aflitos,
       fontes e beijos…
 
      Tua cor desliza em minha pele,
       como se fora memória,
       salpicadas plumas,
       ao encontro de meus poros;
       ameaçando luz, tempo, história…

       Fecho os olhos.
       Qual flâmula ao porto se aproxima;
       soturna voz, é teu cheiro…
       Tal qual água salgada, melada,
       que assoreia rios,
       ao respirar teus seios…
   


       Tudo acontece só de te ver passar.


Peras avermelhadas


Escrevi para você, leitor, esta carta-manifesto, pois necessitamos de reflexão.

Peras avermelhadas

Que país é esse?
O país que quer quantidade, o povo que quer qualidade.

Acanhada no canto, a criança chora, suas unhas não foram cortadas, seu rosto tem marcas do abandono, seus cabelos, retorcidos pelo vento, pela poeira, pela chuva. Essa criança não teve passado, não teve sequer o presente, mas cabe a nós defendê-la pelo seu futuro.
Oh, saúde! De homens e mulheres, entrego-te ao coração daqueles que, por ti, querem lutar…


Uma política pública egoísta, unilateral e sem a formulação de um conceito, que nos últimos anos só pensa em quantidade, vem abarrotando o país de médicos, para simplesmente oferecer um número imenso de consultas, que nem sempre têm qualidade.
Abrem-se novas faculdades quase todos os dias, e o ingresso de novos alunos às faculdades vêm sendo por vezes facilitado. Nos tornamos campeões de faculdades, e campeões na quantidade. Mas e na qualidade? Pergunto a vocês. Será que nossos alunos e médicos, querem de fato atender aos mais pobres de nossa terra. Veja comigo alguns números assustadores, para que possamos juntos pensar em qualidade.
O Conselho de Medicina propôs uma prova de ordem onde o aluno tem que atingir no mínimo 60% da prova. No último exame, 54,5% não conseguiram a nota mínima, portanto, mais da metade daqueles que prestaram o exame, não foram aprovados. Isso nos mostra claramente, a deficiência das nossas faculdades, e o despreparo dos nossos médicos. É necessário que as faculdades reavaliem os métodos de ensino, com avaliações mais competentes. É necessário maior infraestrutura de hospital-escola, e é claro, tudo isso deve ser pensado, antes de abrir novas faculdades. Defendemos, portanto, que haja um projeto de lei determinando que o médico, receberá o seu diploma qualificando-o para o exercício da prática médica, somente após o candidato atingir a nota mínima solicitada nas provas de ordem, e mais, que os profissionais possam ser reavaliados a cada 20 anos.
Ainda há tempo para fazer, com que uma promessa transforme-se na construção de benefícios para todos. Ainda há tempo, pois precisamos de profissionais capacitados, dedicados ao potencial intelectual, empenhados na construção de uma sociedade mais justa. Profissionais capacitados sabem lutar por melhores condições de trabalho. São ouvidos e defendem o interesse de todos.