Hoje decidi falar com você, meu filho.
Lá no alto da montanha, bem no pé da
serra, escorrega ligeirinho, a brotar por entre as pedras, água fina e
transparente.
Como se fora magia, vem devagar, devagarzinho,
colorindo seu caminho…
É assim,
simples e singela, a natureza…
Que se assemelha muito ao incondicional amor paterno.
Homens que
somos, semeamos o amor, e desse é a razão de nossas vidas: nossos filhos.
Pela força do
tempo, do vento, de Deus; queremos sofrer seus sofrimentos, compensar seus
enganos, chorar suas decepções, abraçá-los na noite, no frio, no medo…
Beijá-los
infinitamente, como se cada beijo fosse o último.
Por mais que
possamos ouvir seus risos, suas palavras, seu silêncio, nada é tão suficiente
que possa conter o nosso orgulho.
E assim,
orgulhosos que somos, rogamos ao céu, rogamos a Deus e agradecemos sua
presença entre nós.
Quero que
saiba, meu filho!
Vou ensiná-lo que, nessa terra, ninguém é de ninguém…
Vou ensiná-lo a lutar e amar a liberdade…
Pois sois minha liberdade também…
Quero que
saiba, meu filho!
Que sois meu
maior amigo, e os amigos verdadeiros, jamais desistem um do outro.
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